11.1 Passes
O passe é transfusão de energias dirigida pela vontade, com resultados que dependem de quem dá e de quem recebe. Alguns tipos usados no dia a dia:
| Passe | Uso |
|---|---|
| Cooperação magnética | Ajudar a levantar da cama |
| Fortalecimento | Faz doentes expelirem substância escura |
| Prostração | Contém um doente agitado, retirando-lhe a motilidade em benefício dele mesmo |
| Calmante, anestesiante | Repouso e alívio |
| Isolamento | Isola o enfermo de "formas escuras" |
| Longitudinal | Desfaz fios de retenção da família no moribundo |
| Despertamento; balsâmico; contra a paralisia | Acordar, aliviar feridas, desfazer petrificação mental |
| Retorno de memória | Convida a recordar |
| Passe a distância | Socorro sem toque |
Limites: não funciona com quem aplica em cólera; um mesmo grupo de pacientes pode ter um que se cura, outro que melhora e vários que não mudam; o trabalho mais intenso cabe a quem recebe. A regra da "décima vez", de um instrutor, ensina perseverança.
11.2 Água fluidificada, magnetizada, efluviada
A mesma ideia com nomes diferentes: água do Rio Sereno magnetizada pela Casa do Farol; "água magnetizada" depois de um passe; "água efluviada" para os adormecidos; um cântaro de água pura em que se projetam partículas radiosas; agentes de absorção na água do banho. A água absorve o caráter mental do ambiente. Na cidade, o serviço é gratuito.
11.3 Sopro curador
Técnicos do sopro exigem pureza de intenção; na Crosta, exige estômago sadio, boca habituada a falar o bem e mente reta.
11.4 Alas e outros tratamentos
- Alas da Maré Baixa: enfermarias, não aparelhos.
- Hidroterapia: piscina de água tenuíssima, termas e banhos medicinais obrigatórios nas enfermarias de recém-chegados.
- Sono magnético e desdobramento induzido para tratar encarnados.
- Fluidos da natureza: voluntários chamam "servidores comuns do reino vegetal" e preparam remédios com emanações de mangueiras e eucaliptos; entidades trazem fluidos de plantas a um paciente. O mar é reservatório de forças.
- Celas isolantes e letargia terapêutica para casos graves.
- Limitação como remédio: uma doença provisória pode quebrar um vício; não é castigo, é recurso escolhido pelo paciente, com ajuda, para se libertar.
- Limpeza perispiritual: quem se trata expele fluidos acinzentados pelo tórax e pelas mãos.
11.5 Tabela de pacientes das Alas (para plantões) 🎲
Role 1d12 ou escolha. Todos são tipos de sofredores, descritos de forma original.
| d12 | Paciente | O que precisa |
|---|---|---|
| 1 | Marinheiro que se levanta para ir ao cais toda vez que a família chora por ele na Crosta | Passe de prostração e uma missão junto à família |
| 2 | Descrente profundo, que dorme há anos em pesadelo | Passes de fortalecimento e limpeza contínua |
| 3 | Rapaz perseguido pela imagem do próprio corpo sem vida | Passe, água, e a visita do pai |
| 4 | Velho que revive, a cada noite, um envenenamento que sofreu | Escuta, e a filha que pede para estar ao lado dele |
| 5 | Senhora convicta de que demônios a cercam | Não comentar o suposto mal; acolher |
| 6 | Jovem com tuberculose, ciumenta do ex-noivo | Isolamento à mesa; conversa sobre desapego |
| 7 | Mulher quase cega que já não guarda raiva de quem a feriu | Reencontro com o ofensor, que deve ajudar antes de se revelar |
| 8 | Médico que chega com lesões que contam seus excessos | Diagnóstico gentil e tempo de serviço |
| 9 | Recém-chegado que fala sem parar da própria dor | Interromper a lamentação sem humilhar |
| 10 | Mãe que só pergunta pelos filhos na Crosta | Notícias com autorização, ou a verdade dosada |
| 11 | Antigo servidor que voltou a trocar favores com o Umbral | Discrição e uma escolha |
| 12 | Paciente que reconhece um PJ de outra vida | Cena de reconciliação |