O que este cenário é. Uma campanha de socorro. Os personagens são espíritos que já desencarnaram e que trabalham para aliviar a dor de outros, vivos e desencarnados. Há horror (a névoa, a obsessão, as cidades trevosas), há mistério (quem é este sofredor? por que ele está preso aqui?), há drama de família e há esperança. O clímax de uma aventura costuma ser um reencontro, um perdão ou uma decisão, não uma vitória militar.
Os cinco pilares do tom:
- O socorro não é extermínio. Quem desce às zonas inferiores vai buscar, acalmar e esclarecer. Derrotar o outro nunca é o objetivo da missão.
- Ninguém é condenado para sempre. Todo estado de sofrimento é passageiro, ainda que dure muito tempo. Até o pior antagonista pode, um dia, querer outro caminho.
- O mal é ignorância e sofrimento. O hipnotizador cruel e o viciado que persegue encarnados são, cada um à sua maneira, pessoas doentes de si mesmas. Entender isso não é absolver: é saber por onde começar.
- Ninguém é salvo à força. A mudança que vem de fora e sem consentimento não dura. O socorrista oferece; quem sofre decide.
- Prece e trabalho são forças reais, com limites, custos e condições.
O que este cenário não é. Não é caça a demônios, não é guerra santa, não é "inferno" com chefes a derrotar. Os antagonistas são pessoas desencarnadas (ver Organizações e facções).
✧ Criação original. O tom acima é uma proposta de mesa para o cenário de Porto Sereno; ajuste-o ao seu grupo.