O Espiritismo é uma religião viva, praticada por milhões de pessoas no Brasil, e a literatura espírita é lida como obra religiosa por muitos. Ao mesmo tempo, sua mesa pode ter católicos, evangélicos, umbandistas, candomblecistas, judeus, muçulmanos, budistas, ateus e agnósticos. Este suplemento é um jogo de fantasia inspirado em ideias dessa tradição; não é um texto doutrinário nem fala em nome de ninguém.
Regras de convivência 🎲 (recomendadas):
- O jogo não prega e não zomba. A cosmologia vale dentro da ficção. Ninguém precisa concordar com ela para jogar, e ninguém precisa defendê-la à mesa.
- A Vibração descreve o estado de sintonia do personagem e nunca mede a fé ou a opinião do jogador. Um personagem de jogador ateu pode ter Vibração 9.
- Prece é ação do personagem. O jogador pode descrever ("meu personagem ora pelos que estão no charco") em vez de recitar. Nunca peça que alguém ore de verdade à mesa. Se o grupo quiser abrir a sessão com um momento de silêncio, isso é escolha coletiva da sessão zero.
- Pessoas reais e veneradas (Jesus, Bezerra de Menezes, Allan Kardec, santos e mestres de qualquer tradição) não são NPCs jogáveis nem recebem estatísticas. Podem ser mencionadas com respeito, como se menciona alguém querido: no cenário, um templo pode plasmar a imagem da fé de quem ora, e as preces dirigidas a uma figura venerada chegam às equipes que trabalham em nome dela.
- O cenário respeita outras tradições, e o jogo também. Há pessoas admiráveis de todas as crenças em Porto Sereno: uma parteira católica na Casa do Amparo, uma presbiteriana que dirige a escola de enfermagem, um benzedor que atende na Oficina do Cais. Não use o cenário para ridicularizar crença alguma, nem para dizer que alguma delas está "mais perto" ou "mais longe".
- ⚠️ Nunca associe "magismo", "bruxos" ou obsessão a religiões afro-brasileiras ou a qualquer culto específico. A magia aviltante do cenário é sempre pessoal, movida por vingança ou vaidade, e não pertence a nenhuma religião.