- Objetivo. Atender, por meio de médiuns, espíritos sofredores e obsessores, e socorrer os encarnados que eles perseguem.
- Métodos. Preparo do dia (alimentação leve, repouso, prece); sala tratada como enfermaria, com luz baixa; roteiro de leitura, prece, manifestação, esclarecimento, passes e mensagem final; disciplina e discrição; culto no lar como extensão do trabalho. Do lado espiritual: corrente magnética, cordão luminoso, vigilantes de reunião, água fluidificada.
- Hierarquia. No máximo catorze encarnados: dirigente, dois ou três assessores, médiuns esclarecedores, psicofônicos e passistas. Do lado espiritual, o mentor do grupo e a sua equipe.
- Símbolos. O recinto, de modo geral, evita símbolos para acolher quem tem fés diferentes. Sugestão de mesa: o caderno de registros do dirigente, a jarra de água sobre a mesa e uma vela que se acende no início e se apaga ao final.
- Relação com os PJs. PJs desencarnados são a equipe espiritual do grupo: trazem os sofredores, guardam a porta, inspiram o doutrinador, dão passes e acompanham o comunicante depois. Os encarnados são NPCs preciosos e frágeis. A fé real de cada jogador é respeitada: o trabalho não exige crença em nada além do cuidado com o outro.
- Ganchos. A médium do grupo está com ciúme de uma colega e começou a sair à noite, em desdobramento. Um visitante novo traz um obsessor imantado, que atravessa o cordão junto com ele. O dirigente anda cansado e esconde que o grupo está prestes a se dissolver.
Contraexemplos (antagonistas encarnados)
- Médium mercenário. Cobra consultas; vive cercado de entidades que se alimentam da vitalidade dele; diagnósticos podem ser comprados.
- Grupo de favores. Mediunidade transviada: pede favores a espíritos tratados como criados e alimenta vampirização recíproca, enquanto o guardião do grupo fica só e ignorado.
- Círculos de magismo. A mediunidade se prende a seres primitivos que sopram ideias escravizantes; o líder induz terror nas vítimas.
⚠️ Não associe magismo a religiões afro-brasileiras nem a qualquer culto específico. O texto fala de magia que visa ferir, em geral. Use isso: o magista é alguém que quer fazer mal, não alguém de outra fé.