Em Porto Sereno, hierarquia é de serviço e responsabilidade, não de poder. Quem dirige uma Casa de Ofício já esteve, em algum momento, carregando cordas no cais; quem vigia a porta já foi vigiado. Cargos são tarefas que se recebem e se devolvem: o Timoneiro tem mandato de uma geração e depois volta a ser aprendiz de alguém mais alto.
Do outro lado da névoa, os chefes das trevas exercem um mando que se diz eterno, mas só dura enquanto a coletividade que o sustenta continua sintonizada com ele. Nenhuma facção é eterna; nenhum antagonista é irrecuperável. Use essa ideia como bússola: toda organização, boa ou má, é feita de pessoas desencarnadas que ainda podem mudar de rumo.