A ideoplastia é a capacidade que o pensamento tem de tomar forma. Todo pensamento mantido com atenção gera uma imagem, às vezes com movimento, som e cor, e quem a criou precisa alimentá-la, como um pai sustenta o filho. A linguagem do espírito é justamente a imagem que ele exterioriza: nas esferas altas, quadros vivos; nas baixas, telas obsessivas que repetem a mesma cena. Daí as aparições: a lembrança de um erro que persegue o culpado, personagens inventados que cobram o autor, um "demônio" que é só um clichê da mente de quem o vê, uma paisagem criada em conjunto por um grupo de dirigentes. Maus hábitos repetidos por séculos funcionam como entidades vivas, e a mente doente produz larvas mentais que grudam no ambiente.
Na mesa.
- Ilusões e "monstros" nas zonas baixas costumam ser criações mentais. A pergunta certa é "de quem é isto?", não "como destruo isto?". Formas-pensamento se dissolvem por falta de alimento mental, por prece ou pela ação de aves de luz, como as gaivotas-de-farol de Porto Sereno.
- ✧ Recurso de mesa: deixe o jogador descrever o que a forma-pensamento do próprio personagem revela quando ele falha num momento de medo ou raiva. Isso vira gancho, não punição.